
Mesmo sendo classificado como morte acidental, o episódio aparece no boletim como morte suspeita. Isso não significa, necessariamente, que haja indício de crime, mas obriga o envio do corpo ao IML (Instituto Médico Legal) para apurar com precisão a causa do óbito.
No laudo, os peritos devem esclarecer se a morte decorreu exclusivamente das complicações do engasgo — como parada cardiorrespiratória, lesões pulmonares ou sequelas neurológicas — ou se houve outros fatores associados durante a internação, como infecções, agravamentos clínicos ou comorbidades pré-existentes.
Somente após a conclusão dos exames necroscópicos o caso será definitivamente classificado pela Polícia Civil, que hoje o trata como morte sem autoria e sem evidências, até o momento, de violência externa.
No caso específico do homem, o boletim destaca que ele recebeu socorro imediato de pessoas que estavam no bar e atendimento médico em unidade de pronto atendimento e hospital, mas, ainda assim, não resistiu às complicações após um longo período de internação.