A RiverHook Village, empresa especializada em datacenters voltados à inteligência artificial, divulgou as primeiras imagens de como será sua unidade em Pindamonhangaba. O vídeo, desenvolvido pela Engemon Engenharia, apresenta o projeto do empreendimento que será instalado em uma área de 500 mil metros quadrados, no início da Via Estrutural.
Na primeira fase, o complexo contará com dois edifícios de alta tecnologia, cada um com capacidade operacional de 64 megawatts (MW) de TI, totalizando 128 MW. O projeto prevê ainda uma carga energética inicial de 150 MW, com possibilidade de expansão nos próximos anos. Cada prédio terá 16 data halls e estrutura modular composta por quatro conjuntos.
Além de impulsionar o setor de tecnologia, o investimento terá impacto direto na economia local. A expectativa é de geração de 1.150 empregos diretos e indiretos, sendo aproximadamente mil vagas durante a construção, prevista para começar no segundo semestre deste ano, e mais de 150 postos permanentes quando a operação iniciar, em junho de 2028.
O prefeito Ricardo Piorino destacou a importância da chegada da empresa, primeira a anunciar sua instalação às margens da Via Estrutural.
"Estamos muito felizes com esse investimento, que fortalece o setor tecnológico brasileiro e impulsiona ainda mais o desenvolvimento de Pindamonhangaba. Nosso objetivo é continuar atraindo empresas, gerando empregos, oportunidades e crescimento para a população. Vivemos o melhor momento da história da cidade, e a RiverHook faz parte dessa transformação com um investimento inicial de R$ 5 bilhões, que pode chegar a R$ 10 bilhões", afirmou.
Segundo o prefeito, Pindamonhangaba vive uma fase de expansão planejada e consolidou-se como um dos principais destinos para novos investimentos no Estado de São Paulo.
A escolha do município foi explicada pelo sócio-fundador da RiverHook Village, Fabio Gordon. De acordo com ele, a localização estratégica entre São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais foi um dos principais fatores, já que essas regiões concentram cerca de metade do Produto Interno Bruto (PIB) do país.
Gordon também destacou a proximidade com portos e aeroportos, a disponibilidade de mão de obra qualificada, a presença de universidades na região e o ambiente favorável aos negócios, impulsionado pelas políticas municipais de incentivo às empresas.
"Os primeiros contatos com a Prefeitura aconteceram em agosto de 2025. Conversamos com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico e com o prefeito Ricardo Piorino e percebemos que Pindamonhangaba reunia todas as condições para receber nosso investimento", afirmou.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Marcelo Martuscelli, ressaltou que a cidade apresentou diferenciais importantes para conquistar o empreendimento, como áreas adequadas para instalação do complexo, incentivos fiscais, diversidade do parque industrial e transparência da administração pública.
Maior datacenter do Brasil
Com investimento inicial de R$ 5 bilhões, podendo atingir R$ 10 bilhões nas próximas fases, a RiverHook Village implantará um dos maiores datacenters do Brasil. A unidade será construída em uma área localizada ao lado do acesso da Via Estrutural pela Rodovia SP-62.
O empreendimento já recebeu autorização do Operador Nacional do Sistema (ONS) para utilização de uma carga de 150 MW, com previsão de expansão para até 300 MW futuramente.
Tecnologia com foco em sustentabilidade
Um dos destaques do projeto é o sistema de refrigeração, desenvolvido para reduzir drasticamente o consumo de água. Diferentemente dos modelos convencionais, a RiverHook Village utilizará um circuito fechado, que dispensa o uso contínuo de água para resfriar os equipamentos.
Fabio Gordon explica que o funcionamento é semelhante ao sistema de arrefecimento de um motor automotivo. Um líquido refrigerante circula por tubulações totalmente vedadas, absorvendo o calor diretamente dos processadores. Em seguida, passa por um trocador de calor, é resfriado e retorna ao sistema em um ciclo contínuo, sem desperdício de água.
Segundo o empresário, a tecnologia foi desenvolvida para unir alta performance computacional e responsabilidade ambiental.
"Em vez de consumir água da cidade para refrigerar nossos equipamentos, utilizaremos um sistema circular de alta tecnologia que preserva os recursos naturais e garante a potência necessária para que o Brasil avance na revolução da inteligência artificial, sempre respeitando os limites e a segurança do sistema elétrico nacional", destacou.