Uma morte por febre amarela foi registrada em Taubaté, no Vale do Paraíba, segundo informações divulgadas nesta segunda-feira (30). O caso confirmado coloca novamente em alerta autoridades de saúde e a população da região, especialmente em áreas com maior proximidade de mata.
Segundo a prefeitura, a vítima é um menino de 12 anos que morava no bairro Residencial Bardan. Ele chegou a ser internado na UPA San Marino, mas morreu no começo do mês.
De acordo com as informações, a vítima não havia sido vacinada contra a doença — principal fator de risco para casos graves. A febre amarela é uma doença infecciosa viral transmitida por mosquitos, com potencial de evolução rápida e alta taxa de letalidade nos quadros mais severos.
Vacinação segue sendo a principal proteção
A confirmação do caso reforça um ponto já conhecido pelas autoridades de saúde: a vacina contra a febre amarela é segura, eficaz e continua sendo a principal forma de prevenção.
A recomendação é que toda a população elegível esteja imunizada, especialmente em regiões como o Vale do Paraíba e Serra da Mantiqueira, onde há presença de áreas de mata e circulação do vírus em ambiente silvestre.
Doença não é transmitida por macacos
Outro ponto importante destacado por especialistas é que os macacos não transmitem a febre amarela. Eles são, na verdade, vítimas do vírus e atuam como sentinelas naturais, ajudando a identificar a circulação da doença em determinadas regiões.
A orientação é clara: ao encontrar animais mortos ou doentes, a população deve comunicar imediatamente as autoridades sanitárias, sem qualquer tipo de contato direto.
Sintomas exigem atenção imediata
Os principais sintomas da febre amarela incluem:
Febre súbita
Dor de cabeça intensa
Dores no corpo
Náuseas e vômitos
Em casos graves, icterícia (pele e olhos amarelados)
Ao apresentar sintomas, especialmente após exposição a áreas de risco, a orientação é buscar atendimento médico imediato.
Região em atenção
Embora o caso tenha sido registrado em Taubaté, o alerta se estende a toda a região, incluindo cidades turísticas como Campos do Jordão, que recebem grande fluxo de visitantes e possuem áreas naturais extensas.
A vigilância epidemiológica segue monitorando a situação, e novas ações podem ser adotadas conforme a evolução do cenário.